Curso de Capacitação de Resgate em Áreas Remotas e de Difícil Acesso. Foto: Reinaldo Figueiredo. Texto: Reinaldo Figueiredo e Priscila Suellen.

1º BATALHÃO DE BOMBEIROS DE OPERAÇÕES EM DESASTRES REALIZOU TREINAMENTO DE RESGATE EM ÁREAS REMOTAS PARA INSTRUTORES EM PARCERIA COM M.A CONSULTORIA, ENTRE TRILHAS E AVENTURAS E REINALDO FIGUEIREDO FOTOGRAFIAS.

Nos dias 20, 22, 24 e 25 de fevereiro, participamos do Curso de Resgate em Áreas Remotas e de Difícil Acesso (Curso RADA – parte teórica), realizado pelos Bombeiros de Operações em Desastres de Minas Gerais. O conteúdo do curso é muito abrangente e ele tem como função formar os instrutores para todas as adversidades em ambientes outdoor durante realização de um resgate.

O curso é dividido em parte teórica (2 dias) e prática (2 dias). Após as teorias serem aprendidas, nada mais importante do que as colocar em prática. Chegou o dia de partirmos para a parte prática do Curso de Resgate em Áreas Remotas e de Difícil Acesso.

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Veja o texto e fotos sobre a parte teórica do curso


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1º dia do Curso RADA – parte prática:

Como a atividade é sempre iniciada bem cedo, saímos de casa por volta das 03:20 da madruga. Chegamos no Batalhão, onde já se encontravam algumas pessoas que iriam fazer o curso. Após todos chegarem e pegarem todos os equipamentos, saímos às 05:00 e fomos direto para o local do curso.

Início das atividades:

Chegamos no local pouco depois do raiar do dia onde todos já ficaram em formação. Neste momento já foi decretada a primeira missão dos futuros instrutores: pegar bambus e cipós para montar um abrigo (bivac). Os alunos que foram para serem vítimas do resgate, foram designados para montar um abrigo para o repetidor de sinal, que faz e melhora a comunicação dos rádios no acampamento. O abrigo ficou camuflado e protegido da chuva.

Após os alunos voltarem com os bambus, o Comandante Welder e o Sub-Comandante Matozo chamaram todos para formação em fila a fim de pegarem todos os equipamentos que eles iriam usar durante o curso. Neste momento, foi ensinado como se coloca e para que servem os equipamentos de proteção individual, que são:

  • Cinto de Segurança
  • Luvas
  • Óculos de proteção
  • Capacete

A partir desse momento, eles só tirariam o equipamento no término do curso. Nem mesmo para dormir poderiam tirar.

Com todos devidamente equipados, eles tiveram a tarefa de montar o abrigo com os bambus e cipós que eles colheram. Eles montaram uma estrutura de uma água e a cobriram com lona e camuflaram com folhas de árvores. Ali todos eles iriam passar a noite.

Conhecendo o local de treinamento:

Após a montagem do abrigo e uma pausa para lanche, todos subiram em marcha carregando os equipamentos para a área de treinamento. Lá seria montado um cabo aéreo para treinar os alunos de salvamentos em áreas remotas e de difícil acesso. Inicialmente todos ficaram responsáveis por montar este cabo aéreo o que é uma atividade difícil e que requer muita atenção pois é através deste cabo que eles transportariam os “feridos” e a si próprios. Quando finalizaram com o cabo aéreo eles tiveram que treinar a colocação da prancha de madeira dentro da maca sked, com as devidas amarrações. Neste momento eles se separaram em dois grupos para simular o transporte de uma vítima. Todos participaram de todo o processo de treinamento para saberem de todos os detalhes para no próximo dia não cometerem erros estando com uma vítima real durante o resgate.

Um detalhe foi o grande dificultador de muitas das ações durante o treinamento: a chuva. A partir de um certo momento, a chuva começou a cair incessantemente e tornou tudo mais emocionante. Pra completar, no final deste dia de treino, foi ordenado a todos fazerem flexões na água. Isso faz parte do treinamento e da disciplina dos que procuram este tipo de profissão. E assim, molhados, passariam a noite no abrigo.

Fim do primeiro dia:

A noite já tinha caído e os alunos, junto com o comando, desceram em marcha para o acampamento. Todos se reuniram em formação para finalizar oficialmente o primeiro dia. Com o fogo já feito, muitos que estavam ainda molhados ficaram a beira do fogo para tentar se secar e aquecer. Cada um ficou responsável pelo preparo do seu próprio alimento. Mas se estão pensando que isso seria o fim do trabalho, muito se enganam. Eles tiveram que revezar em grupos para fazer a sentinela do acampamento. Não é nada fácil mas a vontade de perseverar é maior que qualquer frio e sono.

2º dia do Curso RADA – parte prática:

Às 07:30 da manhã todos já estavam reunidos em forma para iniciar o dia. Com certeza não foi uma noite fácil pois, como dito, eles dormiram com a roupa que iniciaram o curso, equipamentos e após um dia de muita ralação, estavam molhados e teriam que lidar com isso. Subiram em marcha e cantando músicas motivadoras e de força, carregando todos os equipamentos. A parte da manhã de domingo seria para treinamento, desta vez com “vítima” para que na parte da tarde, eles fizessem a prova prática.

A primeira atitude do comandante foi de separar todo o grupo em duas equipes, para a realização das atividades. Enquanto o comandante Welder estava com uma equipe dando as orientações, o sub-comandante Matozo dava as instruções no outro grupo. Uma equipe ficou responsável inicialmente pelo APH (atendimento pré-hospitalar) e pranchamento da vítima e envelopamento na maca sked e outra equipe com a montagem do cabo aéreo. Após cada um realizar a sua atividade, eles iriam trocar as funções. Isso é de extrema importância pois todos precisam saber todas as atividades por completo.

Após todos fazerem os procedimentos de treino eles retornaram para o acampamento para a hora do almoço e descansarem um pouco para depois retornar para o resgate definitivo com “vítimas” e serem avaliados pelas atividades.

Prova final:

Chegou a hora de colocar em prova tudo o que os alunos aprenderam nas aulas teóricas e nas práticas. Com um dia com clima completamente oposto ao do dia anterior, o sol brilhava forte e todos retornaram para a área de treinamento, onde teriam que realizar as mesmas atividades da parte do treinamento da manhã, porém em avalização.

A.P.H “ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR:

Neste momento de teste, os instruídos tinham que realizar todos os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, como avaliar o que a vítima sofreu detectando a sua emergência, fazer os cuidados necessários no local respeitando o tipo de lesão presente, colocar a vítima na maca da forma correta e fixar todas as fitas de segurança, colocar a maca de madeira dentro da maca sked e envelopar da maneira correta para a vítima ser transportada em cabo aéreo.

Cabo Aéreo:

Com o cabo aéreo já montado, eles teriam que levar a vítima até o local e atravessá-la de forma segura até o outro lado, onde parte da equipe espera para levar a vítima até um local seguro para fazer a transferência para um tratamento definitivo em hospital.

Uma equipe iria fazer primeiramente todo o processo enquanto a outra aguardava em outro local. Foi determinado um tempo limite para que os resgatistas realizassem todo o processo. A tensão tomou conta das duas equipe. Mesmo com as dificuldades do ambiente eles conseguiram realizar a prova em 1:20hrs (a primeira turma) e 1:21hrs (a segunda turma).

Segundo o comandante, uma grupo de resgate experiente e treinado e em condições favoráveis geralmente conclui este tipo de operação em 45 minutos. Para os alunos, que estão aprendendo e sem a experiência do ofício, concluir em 01:20hrs é um ótimo tempo! No fim, todas as duas equipes foram aprovadas e alguns deles se tornarão instrutores do Batalhão de Bombeiros de Operações de Desastres de Minas Gerais.

Após tudo finalizado, descemos todos para o local de acampamento para desmontar tudo para voltarmos para as nossas respectivas casas.

Retorno à base:

Ao retornar ao Batalhão, com os alunos mais uma vez em formação, foram feitas as devidas considerações sobre o curso, com destaques para os alunos Walace, Rosa e Martins pelo empenho e aproveitamento nas atividades. Nós, do Entre Trilhas e Aventuras, fomos homenageados com uma salva de palmas, além de um discurso do Comandante Welder nos agradecendo pela participação e registro. Nos foi dada a palavra onde agradecemos e prestamos nossa homenagem à todos os envolvidos, comando e alunos, pelo belo trabalho visando formar profissionais que salvarão muitas vidas futuramente. Pedimos uma salva de palmas à todos eles também!

Concluindo:

Foi um ótima experiência para nós do Entre Trilhas e Aventuras participar deste curso, pois com ele vemos que muitos aventureiros, tomando e não tomando os cuidados necessários, podem a vir se tornar uma vítima em ambientes outdoor e virem a ser resgatados por estes que fazem sempre um belo serviço, podendo salvar muitas vidas.

Nos sentimos honrados com o convite e deixamos aqui nosso respeito e admiração à todos que participaram deste curso que foi feito de forma voluntária. Nosso respeito também à todos os bombeiros, verdadeiros heróis e guardiões de nossas comunidades.

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Aproveitamos para renovar nossos votos de alta estima e apreço a M.A Consultoria uma vez que nossa parceria visa ajudar o próximo e aumentar a qualificação profissionais de nossos agentes.

Fotos e Texto por Reinaldo Figueiredo: www.fotografia.reinaldofigueiredo.com

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