Curso de Capacitação de Resgate em Áreas Remotas e de Difícil Acesso. Foto: Reinaldo Figueiredo. Texto: Reinaldo Figueiredo e Priscila Suellen.

1º BATALHÃO DE BOMBEIROS DE OPERAÇÕES EM DESASTRES REALIZOU TREINAMENTO DE RESGATE EM ÁREAS REMOTAS PARA INSTRUTORES EM PARCERIA COM M.A CONSULTORIA, ENTRE TRILHAS E AVENTURAS E REINALDO FIGUEIREDO FOTOGRAFIAS.

Nos dias 20, 22, 24 e 25 de fevereiro, participamos do Curso de Resgate em Áreas Remotas e de Difícil Acesso (Curso RADA – parte teórica), realizado pelo Bombeiros em Operações em Desastres de Minas Gerais. O conteúdo do curso é muito abrangente e ele tem como função formar os instrutores para todas as adversidades em ambientes outdoor durante realização de um resgate. Para nós, praticantes de atividades e esportes de aventura, é de suma importância entender melhor como funciona este resgate e também estarmos preparados para qualquer tipo de problema durante alguma prática em ambientes ao ar livre.

O curso é dividido em parte teórica (2 dias) e prática (2 dias).

 

1º dia do Curso RADA – parte teórica:

Houve um aumento exponencial no número de pessoas que frequentam locais como montanhas, matas, florestas, rios, cavernas e outros locais que podem ser considerados remotos e de difícil acesso. Essa busca se dá em consequência de muitos procurarem por práticas esportivas como trekking, canionismo, rapel… Além destas, outras práticas como pesquisas de campo e o puro prazer levam as pessoas a esses ambientes. Mesmo com todos os cuidados tomados por estes frequentadores (ou não), houve um aumento no número de ocorrências.

O resgate de pessoas acidentadas é sempre uma grande responsabilidade. Realizar um salvamento em mata, floresta, caverna ou montanha não é a mesma coisa que um salvar uma vítima em locais urbanos.  Estes ambientes envolvem conhecimentos específicos além de serem locais com acesso dificultado por conta do terreno e das condições climáticas. Outro grande complicador é que em ambientes outdoor dificilmente se conseguirá levar uma grande quantidade de equipamentos o que implica na improvisação com materiais que a própria natureza oferece. O fazer mais com menos é a chave do sucesso de um resgate.

Pensando nisso, o treinamento de equipes de busca e salvamento deve ser adequado para todos os tipos de intempéries. Além de tudo isso, um resgatista tem que ter o espírito de fazer com que a missão seja comprida, mesmo não dispondo mais de força. O espírito do querer salvar sempre tem que estar no seu ápice. Por isso, o Curso de Resgate em Áreas Remotas e de Difícil Acesso existe, para treinar da forma devida, com todas as técnicas e práticas necessárias para formar um bom resgatista.

Alguns tópicos foram abordados nesta aula, como:

Equipamentos Específicos:

Foi abordada a importância dos equipamentos individuais para os resgatistas, desde suas vestimentas e calçados até os equipamento de proteção individual. As vestimentas são importantes pois elas tem tecnologia para amenizar a sensação de calor e de frio além de serem resistentes ao fogo. Os calçados (coturnos) protegem a articulação dos tornozelos e dos pés. E os equipamentos de proteção individual como o cinturão de segurança, óculos, luvas e capacetes são importantes para preservar a integridade física.

Bússola:

Mesmo que nos dias atuais muitos estão utilizando de equipamentos modernos como o gps para se localizar, o uso da bússola ainda é importante porque o resgatista pode não ter em mãos as coordenadas de onde a vítima se encontra.

Equipamentos para salvamento:

Alguns equipamentos são essenciais para o socorro de vítimas como a prancha de imobilização em compensado e a prancha sked. As duas tem basicamente a mesma função porém a prancha sked, além de imobilizar a vítima, ela a envelopa, fechando as laterais evitando assim com que o acidentado possa sofrer novas lesões por contato. Ela também leva a um aquecimento, ajudando com que a vítima não entre em choque.

Deslocamentos em ambientes remotos:

Juntamente com o importante aprendizado de utilização da bússola, o deslocamento em ambientes outdoor deve ser bem analisado antes de ser executado. Em ambientes de selva, por exemplo, uma pessoa tende a deslocar para qualquer direção, em busca de salvação. É a pior atitude a ser tomada nesta situação. A ansiedade faz com que você se perca, podendo assim entrar em pânico e até mesmo perder a vida.

Foi comentado sobre o ESAON, uma técnica usada pelas Forças Armadas Brasileiras, para se orientar quando estiver perdido. Ela significa: E: estacione; S: sente-se; A: alimente-se; O: oriente-se e N: navegue.

 

2º dia do Curso RADA – parte teórica – Orientação:

Orientar-se bem em áreas remotas significa nunca perder o foco. Em ambientes de selva, a vegetação é muito densa e ela se torna muito igual. Geralmente só se vê de 10 a 30 metros à frente. Isso durante o dia pois, à noite nada se vê. Por esse motivo e vários outros, a progressão noturna nunca é indicada.

Existem algumas formas de orientação, como: orientação por bússola, orientação pelo sol e orientação pelo relógio de ponteiro. Em todas essas é muito importante a pessoa saber utilizar as técnicas para aplicá-las, caso contrário ele poderá se perder ainda mais.

Navegação

A navegação é um termo usado para designar qualquer movimento terrestre ou fluvial, diurno ou noturno, no ambiente outdoor. Não falta de uma bússola, a navegação é feita de forma improvisada. Foi citado a importância de sempre se ter o mínimo de 4 pessoas em um grupo de resgatistas para fazer a navegação e sempre que possível a presença de um mateiro conhecedor da região torna mais fácil a navegação.

 

Nós, amarrações e ancoragens:

Nenhum curso de resgate seria completo sem falar deste tema. Foram abordados diversos tipos de nós como o pescador, boca de lobo, fiel, nó direito, aselha em oito, etc.  Houve também comentários de como fazer as amarrações usando estes nós além do sistema de tracionamento de equalização de forças utilizando polias.

Técnicas de Imobilização:

Foi comentado que sempre que vai se fazer uma imobilização, o correto é saber inicialmente qual é o tipo de lesão existente na vítima. Com isso, todos os regatistas devem saber os Protocolos de A.P.H para melhor atender o paciente e o encaminhar para o atendimento médico.

Finalizada a parte teórica, aguardamos ansiosos para a parte pratica que viria nos próximos dois dias. Todo o conteúdo abordado foi muito interessante e agregou muito conhecimento para nós e para todos os presentes. Todo o trabalho dos instrutores é feito de forma voluntária, sem custos para os participantes.

EM PARCERIA:

CANAL ENTRE TRILHAS E AVENTURAS

 Entre Trilhas e Aventuras é um canal de aventura você encontra informações sobre trilhas, fauna, flora, saúde, rendimento físico, técnicas de sobrevivência e ainda dicas e reviews de equipamentos.

Aproveitamos para renovar nossos votos de alta estima e apreço a M.A Consultoria uma vez que nossa parceria visa ajudar o próximo e aumentar a qualificação profissionais de nossos agentes.

Fotos e Texto por Reinaldo Figueiredo: www.fotografia.reinaldofigueiredo.com

Instagram: @rei.figueiredo

instagram: @entretrilhaseaventuras

Caso queira realizar o curso, nos envie uma mensagem:

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Categorias: Notícias

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